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  • Carla Costa

Evódia Graça

Se pudesses escolher uma frase, um texto, uma música ou um poema para te definir qual seria?

“Não deixes nada por dizer, nada por fazer”. Esta frase do ator António Feio persegue-me há anos! E quando digo persegue-me, I mean it! Tornou-se numa espécie de mantra. Se a minha intuição diz para eu ir, para eu fazer, não pestanejo. Porque no fundo é isso: não deixar nada por dizer, nada por fazer.

Qual foi o maior desafio que viveste até hoje?

Ainda estou a vivê-lo: a maternidade. 10 meses após o nascimento do meu primeiro filho, engravidei do segundo. O primeiro não nos dava trabalho, então decidimos ter o segundo. Assim a coisa ficava logo despachada (risos). Acontece que o nascimento dos meus filhos coincidiu com a minha decisão de deixar um trabalho estável e iniciar uma carreira enquanto empreendedora. E foi aqui que os desafios começaram…

Quando os filhos são muito pequeninos, sempre que lhes dizemos sim, estamos literalmente a dizer não à nossa carreira. Vivemos nessa dualidade nos primeiros anos de vida. Tive de fazer um trabalho profundo para aprender a abrandar e para aceitar que é justo adiar para um pouco mais tarde determinados sonhos, e que está tudo bem.



E qual foi o momento mais feliz?

Foram vários, mas destaco dois. O nascimento dos meus dois filhos. É incrível como cada um foi tão renovador! Costumo brincar que, com 30 anos, não me sentia em condições de tomar conta de um cato quanto mais de um bebé! E não é que foi exatamente a maternidade que trouxe a maior transformação da minha vida?

O outro momento marcante foi em 2016, quando fui distinguida como Young African Leader pelo Presidente Barack Obama e tive o enorme privilégio de estar com ele em Washington. Foi transformador! Após a minha formação nos EUA, regressei ainda mais empoderada e com a certeza de que eu podia ser exatamente quem eu quisesse ser. E que, realmente, “impossible is nothing”!

Decidiste tornar-te coach porque…

Eu sou uma coach nata. Isto sem qualquer pretensão! Nos meus círculos de amizade ou grupos de trabalho, sou sempre aquela pessoa que está a puxar pelo melhor de cada um.

Porém, nos EUA, houve uma frase do Obama que me marcou profundamente. No nosso encontro, ele fez um discurso que continua guardado no meu coração. Ao parafrasear John Kennedy, foi categórico em desafiar-nos a todos enquanto jovens líderes e futuros decisores dos nossos países: “Regressem aos vossos países e não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês. Perguntem antes o que é que podem vocês fazer pelo vosso país!”.

Foi o meu abanão! Nesse dia, eu soube que precisava de fazer muito mais pelo mundo!

Regressei com a certeza de que eu seria a mudança que eu queria ver no mundo.

Embora eu já fosse uma strong voice interventiva, senti a necessidade de colocar ainda mais “propósito” naquilo que estava a fazer.

Puxar as mulheres para cima é a minha zona de génio. Durante muito tempo, enquanto ativista pelos direitos das mulheres, algumas pessoas iam-me dizendo: “devias ser Coach, Evódia. Tens mesmo jeito”. E eu respondia sempre: “achas, mesmo?” Fui ignorando este meu lado, por acreditar que era apenas um traço da minha personalidade e não um talento.

E não é que essas pessoas tinham razão? Implicou voltar aos bancos da academia para me munir das ferramentas certas, em várias áreas, para hoje posicionar-me com confiança enquanto especialista em Liderança e Imagem Feminina.

De que forma é que a criação do teu projeto transformou a tua vida?

A transformação começou em mim. De dentro para fora.

Podia aqui afirmar que a maior transformação tem sido mudar a vida das centenas de mulheres que chegam até mim através da Inspiring Women Talks, que, entretanto, foi lançada em janeiro de 2019 e que é já um grande sucesso no Instagram. Mas não. A maior transformação foi mesmo a minha própria mudança!

Sinto que estou finalmente a cumprir o meu propósito e só o autoconhecimento me trouxe até aqui. O meu propósito é, sem dúvida, ajudar mulheres ambiciosas a empoderarem a sua imagem profissional, para comunicarem com confiança e assertividade a sua marca pessoal e posicionarem-se enquanto líderes nas suas áreas de atuação.

Tem sido uma jornada transformadora. Tenho aprendido a ouvir a minha intuição e a silenciar o meu ego, sempre que ele tenta falar mais alto que a minha intuição e isso traz um alinhamento incrível.

A Inspiring Women Talks tem crescido comigo, enquanto me afirmo como referência na área de Liderança e Imagem Feminina. Transformou-se numa plataforma pioneira de formação, inspiração e empowerment feminino. Não apenas em Portugal, mas na Lusofonia. E não vejo a hora de levar este meu trabalho ainda mais longe, agora que, aos poucos, regressamos ao “novo normal”.

O que é que o teu trabalho acrescenta à vida dos teus clientes?

Eu sou a mão amiga e assertiva que muitas mulheres procuram. Mulheres que, embora cheias de talento e ambição, às vezes duvidam das suas capacidades.

Acompanho-as na jornada transformacional de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. No mergulhar dentro delas, trabalhando todos os seus pontos fortes e ganhando mais consciência dos menos fortes — que podem e devem ser trabalhados, para posicionarem-se enquanto líderes nas suas áreas de atuação, seja por conta de outrém ou enquanto empreendedoras.

Sei que se sentem abraçadas por alguém que, mais do que uma mentora, é a sister que todos os dias puxa por elas, num trabalho lindo e exaustivo de descoberta, confiança e empowerment.

É transformador ver mulheres que afirmavam não se sentirem líderes ganharem asas e voar, com mais autoestima, mais autoconhecimento e mais consciência de si próprias, por dentro e por fora.

Sim, é uma jornada que começa internamente com o coaching e termina externamente, na imagem, que é, quer queiramos quer não, o nosso primeiro cartão de visita.

Um conselho para quem quer iniciar um projeto.

Não tenham medo de pedir ajuda. E tenham a coragem de se rodear das pessoas certas e de silenciar as vozes que vos farão duvidar das capacidades que têm! Deixem-nas ir, sem culpas. Elas não são as vossas pessoas. As vossas são aquelas que, mesmo não compreendendo bem o que querem fazer, apoiam-vos incondicionalmente.

Qual é a tua principal fonte de inspiração?

Os meus filhotes, de 2 anos e 10 meses.

Nasceram no meio de toda esta minha transformação. Empreender é desafiante. Não conheço quem não tenha pensado em desistir, ainda que por instantes. Nesses meus dias, eles são a minha maior inspiração e o colo que me reconforta.

Vieram provar-me que consigo tudo aquilo que eu quiser, mesmo que demore. Como disse Obama, no seu lindíssimo discurso “On A New Beginning”, “all of us share this world for but a brief moment in time. The question is whether we spend that time focused on what pushes us apart, or whether we commit ourselves to an effort — a sustained effort — to find common ground, to focus on the future we seek for our children, and to respect the dignity of all human beings.”


Como descreves a experiência Share inspiration @ the Table?

Transformadora e a repetir. E olha que eu sou suspeita para falar porque, no mundo onde eu me movo e com os vários eventos que organizo na Inspiring Women Talks, vou convivendo com centenas de mulheres que vão aos meus eventos à procura de inspiração.

Mas, às vezes, sou eu que preciso de sair da minha bolha e ir à procura do meu próprio boost de inspiração. Encontrei isso no Share Inspiration @ the Table.

Desejo que todos possam ter o privilégio deste jantar. Estar na companhia de pessoas escolhidas a dedo, com um bom vinho que obriga até os mais tímidos a falar e sairmos todos de lá cheios de energia para sermos mais e melhor?! Sim, todos os meses, por favor!


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