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  • Carla Costa

Sílvia Valente

Se pudesses escolher uma frase, um texto, uma música ou um poema para te definir, qual seria?

“Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.”

(in Odes, Ricardo Reis)

Porque quando faço, é por inteiro e de coração.


Qual foi o maior desafio que viveste até hoje?

Viver e trabalhar em Moçambique, longe de (quase) tudo o que me era familiar, foi um desafio. Viver e trabalhar numa cultura diferente da nossa, com um ritmo muito próprio, longe de qualquer suporte familiar e dos amigos, foi, sem dúvida, sair da minha zona de conforto. Mas foi uma decisão ponderada e, não sei porquê, África sempre exerceu um enorme fascínio sobre mim, por isso, ao mesmo tempo, foi o concretizar de um sonho. E, mesmo tendo vivido em Maputo, onde as condições não se podem comparar com as de outras regiões do país, foi lá que aprendi a relativizar muita coisa na minha vida. Aprendemos a relativizar (alguns) problemas e as nossas exigências e passamos a dar mais valor ao que temos.


E qual foi o momento mais feliz?

Esta é fácil e a resposta só podia estar relacionada com os meus filhos, claro. O momento mais feliz foi quando os meus filhos se conheceram e o Francisco disse à Rita: “Olá, Rita, eu sou o teu mano.” Nunca me vou esquecer daquele momento. Foi de puro amor.


Decidiste seguir o caminho de assistente virtual porque…

Depois de regressar de Moçambique, já com 2 filhos, voltámos a estar os 3 sozinhos durante a semana. O meu marido trabalha fora e só vem aos fins de semana. Então, à medida que procurava emprego, fui percebendo que não ia encontrar um trabalho que me permitisse ter a flexibilidade que eu considero necessária para continuar a acompanhar os meus filhos de perto. Por isso, e porque estar parada não era uma opção, comecei a pesquisar que tipo de trabalho poderia fazer a partir de casa, com base na experiência que eu já tinha, e foi assim que cheguei à assistência virtual. Hoje considero que o meu trabalho já não é só um trabalho de assistente, mas um trabalho mais especializado de apoio à escrita e gestão de conteúdos, pois é nesta área que mais tenho trabalhado e, com o tempo, fui percebendo que é a pesquisar, a escrever, a estruturar e a rever conteúdos que sinto que dou o melhor de mim.


De que forma é que a criação deste projeto transformou a tua vida?

A minha vida mudou bastante desde que comecei este projeto. Primeiro, porque através dele conheci pessoas incríveis que confiam em mim e no meu trabalho (quase) sem me conhecerem. Isto faz milagres pela nossa autoestima e autoconfiança. Depois, porque me reaproximou da escrita. Estive afastada da escrita durante muitos anos, com medo de falhar e de não ser boa o suficiente, e foi com este projeto que, aos poucos, fui regressando. No fundo, este projeto tem-me permitido fazer um caminho muito bom de regresso a mim e à minha essência. Sempre ao meu ritmo, permitindo-me fazer as escolhas que considero mais adequadas, e isto é maravilhoso, porque acredito cada vez mais que a nossa marca tem de ser o reflexo de quem somos.


O que é que o teu trabalho acrescenta à vida dos teus clientes?

Por um lado, liberto-lhes tempo para se dedicarem às áreas mais importantes dos seus próprios projetos e, por outro, acrescento valor à mensagem que têm para transmitir, quer seja nos seus sites, blogs ou redes sociais. Nem sempre é fácil falarmos - ou escrevermos, neste caso - sobre algo que nos é tão próximo, como os projetos que criamos com o coração. O que eu faço é pegar nessa mensagem e nos valores que norteiam esses projetos e transformá-los em palavras que contribuam para que estas marcas possam aproximar-se dos seus clientes ideais e criar relações de empatia com eles.


Um conselho para quem quer iniciar um projeto.

Começar e pronto. Mesmo sem ter tudo preparado, mesmo sem saber tudo o que vai acontecer. A verdade é que nunca teremos tudo pronto e, mesmo quando pensamos que estamos a seguir um determinado caminho, surgem novos inputs que nos fazem evoluir ou, até, mudar de direção. E isto só descobrimos depois de começarmos. Depois de começar, acho que é muito importante rodearmo-nos de pessoas que nos apoiem, nos desafiem e com as quais possamos aprender.


Qual é a tua principal fonte de inspiração?

Ultimamente, têm sido os meus filhos. Nunca me considerei uma pessoa muito criativa e, durante muito tempo, achei que a criatividade era algo que, simplesmente, se tinha ou não. Agora, que trabalho com muitas pessoas ligadas à área criativa e que eu própria tenho de ter alguma criatividade para escrever conteúdos interessantes para as minhas clientes, comecei a encarar a criatividade de outra forma. Os meus filhos têm tido um papel muito importante nisto, porque eles, quando estão a desenhar, a escrever uma história ou a fazer uma simples construção de legos, não pensam se são criativos ou não. Simplesmente, experimentam, desmancham, apagam, riscam, refazem. Sem medo de errar e só pelo prazer de criar. Agora, quando estou com medo de falhar, observo-os e, depois, faço como eles. Nunca nos devíamos esquecer desta capacidade que todos temos. Todos somos capazes de criar.


Como descreves a experiência Share inspiration @ the Table?

Já andava a tentar ir há muito tempo, mas a logística familiar não me permitia. Finalmente, tudo se alinhou e foi incrível. O grupo era fantástico, com experiências riquíssimas e percursos extraordinários. Tu, Carla, com este teu dom de pôr as pessoas à vontade, fazes com que acabemos todos a partilhar muito de nós com um grupo de (até ali) desconhecidos. Uma experiência que quero, sem dúvida, repetir.


Let´s share inspiration porque…

Porque ao ouvirmos os outros e as suas experiências ouvimo-nos melhor a nós mesmos. E só é possível crescermos e sermos melhores (e mais felizes) se nos soubermos ouvir.


https://www.instagram.com/snv.silviavalente


https://www.linkedin.com/in/sílvia-valente/

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